Sucessão estadual poderá contar com muitas candidaturas

Os partidos se mobilizam nos bastidores em busca de viabilizar as suas candidaturas majoritárias. O senador Sergio Petecão (PSD), com apoio do prefeito Tião Bocalom (Progressistas) busca congregar as legendas descontentes com o governo Gladson Cameli, enquanto o deputado estadual Jenilson Leite (PSB) corre por fora com o objetivo de viabilizar a sua candidatura ao governo do Estado e o sociólogo Nilson Euclides pretende colocar o seu nome como pré-candidato do PSOL que vem crescendo nas últimas eleições no país.

O socialista sinalizou que pretende sentar com os caciques do Partido dos Trabalhadores (PT), do PCdoB e do PSOL, para tratar da sucessão estadual. “ Vou conversar com o Petecão, conversei com o Jorge e vou conversar com outras forças políticas”, declarou Genilson em entrevista concedida a imprensa local.

A sua pré-candidatura tem apoio da direção nacional do PSB, mas esbarra nos fiéis aliados que não descarta uma candidatura petista no pleito do próximo ano. “Sou pré-candidato pelo PSOL, mas acho que o quadro de 2022 pode ter surpresas”, declarou o professor Nilson Euclides.

Para o sociólogo, tanto Jenilson Leite, Sérgio Petecão, inclusive a sua candidatura majoritária também pode chegar ao segundo turno. “As minhas análises agora passam por uma leitura de quem também entrou no jogo eleitoral”, disse Euclides que aposta no crescimento do PSOL nas disputas majoritárias.

O Fundo eleitoral destinará um aporte de R$ 2,128 bilhões para financiamento das candidaturas majoritárias e proporcionais. Os recursos serão distribuídos da seguinte forma: 2% dos recursos dividido entre todos os partidos, 35% dos recursos devem ser divididos entre os partidos na proporção do percentual de votos válidos obtidos pelas siglas com representação na Câmara dos Deputados, 48% dos recursos do fundo serão divididos entre os partidos na proporção de representantes na Câmara dos Deputados na última eleição geral e 15% dos recursos do fundo devem ser divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado, destinados aos partidos para os quais os senadores foram eleitos no último pleito.