Servidores municipais cobram contraproposta

Cezar Negreiros

Milhares servidores municipais bloquearam a rua em frente da prefeitura de Rio Branco para cobrar do prefeito Tião Bocalom a apresentação de uma contraproposta das categorias. Os seguranças fecharam a porta central para evitar a invasão do prédio pelos trabalhadores públicos, enquanto os manifestantes cobravam a retomada das negociações e a apresentação de um calendário para tratar dos pontos específicos de cada categoria.

Diante do impasse, uma comissão composta por representantes da Educação, Saúde e dos Urbanitários, foram recebidos pelo secretário municipal da Casa Civil José Valtim e do articular político Elder Paiva. Durante o encontro, ficou acordado a elaboração de um cronograma para tratar do problema específico de cada categoria, mas a primeira reunião ficou prevista para o dia de hoje na sede da Associação dos Servidores Municipais de Rio Branco (Assemurb).

Os sindicalistas cobraram a criação de uma comissão para retomada das negociações emperradas desde o meio do ano. Cada sindicato apresentou uma pauta específica para tratar com o prefeito Tião Bocalom, mas o gestor municipal não compareceu ao local do ato público em frente da prefeitura. Os servidores da rede municipal de ensino reivindica o pagamento do abano das verbas do Fundeb, enquanto os médicos a incorporação dos penduricalhos no piso base da categoria e a correção das perdas salariais de 10 a 15%, os servidores municipais da Saúde pleiteavam a revisão do PCCR e Sindicado dos Urbanitários do Acre, a reposição salarial dos servidores do Saerb que estão sem correção das perdas salariais desde 2014.

O diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) Ronilton Honorato, cobrava o retorno das negociações, mesmo que a pauta negociada na mesa de negociação fosse cumprida no próximo mês de janeiro de 2022. O sindicalista esclareceu que os recursos do Fundeb tem que ser gastos até o fim do ano, sob o risco do gestor municipal responder por improbidade administrativa.

Explicou que 70% da verba indenizatória do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deve ser destinado para pagamento dos professores efetivos e provisórios, profissionais técnicos com especialização na área educacional e tecnológicos, ligados ao campo educacional que estão trabalhando na escola, mas discordou que fique de fora os funcionários de escola que recebem dos recursos próprios dos repasses constitucionais. “Queremos saber o valor destinado para cada servidor e o montante que será pago a cada um”, finalizou.