Rio Branco teve a maior inflação do país, 1,56% no mês de setembro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Rio Branco foi de 1.56% em setembro. Foi o maior índice registrado entre todas capitais e regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, para o mês. O Brasil como um todo também registrou a maior taxa mensal desde 1994, no início do Plano Real, com 1,16% e acumula 10,25% em doze meses. Em Rio Branco, esse índice ainda é mais alto, com a inflação acumulada nos últimos doze meses apontando 12,37%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em setembro. O maior impacto (0,47 p.p.) veio igualmente de Habitação (3,49%) e Transportes (2,07%), ambos aceleraram em relação a agosto, quando marcaram, respectivamente, 0,67% e 0,77%. Na sequência, vieram Alimentação e Bebidas (1,17%) e Vestuário (2,25%), cujos impactos foram de 0,27 p.p. e 0,15 p.p. respectivamente. Esses quatro grupos contribuíram, conjuntamente, com cerca de 88% do resultado de setembro (1,37 p.p. do total de 1,56). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,34% em Educação e a alta de 1,33% em Artigos de residência.

As maiores altas foram da energia elétrica residencial (6,09%), por conta da bandeira vermelha setembro2 aplicada à tarifa, o maior peso individual para o índice deste mês. Em setembro, passou a valer a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Em agosto, a bandeira vigente era a vermelha patamar 2, na qual o acréscimo é menor (de R$ 9,492 para os mesmos 100 kWh).

O Automóvel novo subiu 3,57% e os combustíveis de veículos 1,26%. No setor de alimentação, produtos para alimentação no domicílio subiram 1,46%, frente ao resultado de 0,84% no mês anterior. Destacam-se as altas do Leite longa vida (4,55%), do Café moído (7,47%) e do frango em pedaços (7,19%). Além disso, também foram verificadas altas nos preços da Batata doce (26,88%), da Abacate (20,76%), do Limão (11,61%) e do Açaí (emulsão) (10,35%). Embora o preço das carnes (-0,76%) recuaram em setembro – já são 3 meses consecutivos de baixa – o acumulado do ano ainda é de 13,46% e se considerarmos os últimos 12 meses o valor acumulativo é ainda maior, 34,56%. Ou seja, em um ano, as carnes tiveram aumento de um terço do valor.

A alimentação fora do domicílio desacelerou, passando de 0,45% em agosto para 0,19% em setembro.

Tudo isso levou a que o índice de setembro (1,56%), tenha sido o maior índice dos últimos 12 meses.