Quase 60 mil no Acre não têm registro de imunização

Cezar Negreiros

Quase 60 mil acreanos não tomaram a primeira dose do imunizante anticovid no estado, mas com 18 anos chega a 22.618 pessoas, enquanto 60.746 precisam retornar aos postos para tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19. Desde o lançamento da campanha foram aplicadas 725.922 doses nos municípios, sendo que 493.305 pessoas tomaram a primeira dose e 232.617 já tomaram a segunda dose, segundo dados da coordenação estadual do Plano Nacional de Imunização (PNI).

Aproximadamente 330.935 pessoas vacinadas no estado na faixa etária dos 18 aos 59 anos, sendo que 252.505 tomaram a primeira dose, enquanto 67.753 já tomaram a segunda dose. Com 60 anos são 126.924 doses aplicadas e 57.536 estão imunizados. Dos pacientes com comorbidades o número é de 61.282 pessoas, sendo que 34.434 tomaram a primeira dose do imunizante anticovid.

O levantamento apontou que 24.061 trabalhadores em educação tomaram a vacina contra a covid-19, com 14.973 que tomaram a primeira dose e 9.081 servidores da educação pública e privada tomaram a segunda dose. Chega em torno de 15.633 indígenas, sendo 8.802 com a primeira dose e 6.829 imunizados. Dos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos, beira casa dos 46.064 doses, com 43.361 com a primeira dose.

Desempenho

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa) desponta entre as cinco capitais que desponta no quesito de cobertura vacinal, de acordo com um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados mostram a capital acreana entre as cinco capitais brasileiras que possuem uma combinação de bom desempenho no conjunto de dados em relação à operacionalidade, inteligibilidade e interatividade referentes à transparência das informações com relação à covid-19.

A pesquisa levou em conta os seguintes quesitos: maior controle sobre o uso de recurso e bens públicos, evitando (ou pelo menos diminuindo) desvios e mau uso; maior circulação de informações capazes de ampliar o conhecimento sobre o problema e sobre alternativas para solucionar e mitigar seus efeitos adversos; maior articulação, inovação e cooperação entre os diversos agentes envolvidos no combate à pandemia.