Protesto dos consumidores das cobranças abusivas da conta de luz

Os constantes aumentos da conta da luz elétrica levou os consumidores acreanos retornarem as ruas para protestar contra reajustes abusivos. A manifestação acontece na manhã de hoje em frente ao Terminal Urbano para pedir o fim da prorrogação da taxa da bandeira vermelha, o retorno das fiscalizações do Pro-con/Acre nas cobranças abusiva, a auferição nos padrões da Energisa Acre pelos técnicos do Inmetro e acionar o Ministério Público Estadual para investigar as cobranças indevidas dos consumidores. O movimento pretende acionar a Defensoria Pública do Estado do Acre para ingressar com uma ação civil pública pedindo o fim das cobranças abusivas e o congelamento de novos reajustes na tarifa da energia elétrica. ” Estamos mobilizando para que a população ajude na coleta de assinaturas para dar legitimidade a nossa luta”, declarou Márcio Pereira de Souza.

O deputado Genilson Leite (PSB), lamentou que os acreanos estão pagando uma conta de luz cara. Destacou que o problema é o fruto da privatização da antiga Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), inclusive pela má gestão do governo federal dos reservatórios das hidrelétricas. “Hoje estivemos reunidos com algumas pessoas tratar dos valores praticados pela empresa Energisa Acre”, observou.

O parlamentar contou que há relatos que as empresas terceirizadas responsáveis pela leitura dos padrões nas residências, não estão fazendo adequadamente com a contagem por média. “Atitudes que já debatemos na época da CPI da Energisa em 2019, quando detectamos algumas irregularidades e apresentamos anteprojetos de lei para proibir cobranças por estatísticas e que o furto de energia por terceiros não fosse transferido para os outros consumidores que não têm nenhuma culpa da ilegalidade”, lamentou.

A população rio-branquense está descontente com as cobranças abusivas pela empresa fornecedora de energia elétrica. As assinaturas que estão sendo coletadas nos bairros da capital acreana servirão para fundamentar uma ação civil pública que será protocolada no Ministério Público Estadual do Acre (MPAC). Não acham justo que os consumidores dos municípios que não fazem parte do sistema nacional tenham de pagar uma taxa por conta da crise hídrica no país.