Pesquisa: mais de 67,5% das mulheres na Capital estão desempregadas

Mais de 67,5% das mulheres de Rio Branco estão desempregadas, e 47,6% trabalham atualmente como autônomas. As informações são de pesquisa realizada em parceria entre o Sistema Fecomércio/AC e o Data Control Instituto de Pesquisas de Rio Branco entre os últimos dias de 31 de maio e 1 de junho pelo Sistema Fecomércio/AC, por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac). Ao todo, foram entrevistadas 400 pessoas da população considerada economicamente ativa.

Do universo entrevistado, 48,9% são do sexo masculino e estão empregados, bem como 51,1%, que são do sexo feminino. O estudo avalia que 52,4% dos homens entrevistados são autônomos; um dado relevante na questão do emprego e renda é que 66,7% dos homens e 33,3% das mulheres são prestadores de serviços.

O estudo verifica também que, em relação aos empregados, 62,5% dos entrevistados afirmam possuir curso superior completo e 61,1%, pós-graduação. Dos desempregados, 52,4% possuem o ensino fundamental completo; 34,4%, curso fundamental incompleto e 33,3% curso médio incompleto, o que leva a crer a necessidade de qualificação profissional para recolocação no mercado formal de trabalho.

Ainda de acordo com o levantamento, o mesmo acontece com os autônomos: 40% deles têm o ensino médio incompleto; 37%, o ensino superior incompleto e; 34,4%, ensino fundamental incompleto. Além disso, a prevalência nos prestadores de serviços está em 6,3% com ensino fundamental incompleto e 6,3% com ensino superior incompleto.

Pesquisa mostra a necessidade de qualificação para a reinserção

Quando se refere à renda, 14% dos entrevistados empregados recebem menos de 1 salário mínimo, o mesmo referente ao trabalhador autônomo, que representa 33,5% dos mesmos. Dos trabalhadores ocupados, 66,7% recebem mais de 5 salários mínimos mensais. A classe modal recebe até 3 salários mínimos corresponde a 68% dos trabalhadores formais e 24% dos trabalhadores autônomos.

A pesquisa revela também que, para 63,3% do público masculino, sobra dinheiro no final do mês. Já, 62,2% das mulheres afirmam não sobrar nada. Além disso, os maiores endividados são os que recebem até 2 salários mínimos, representando 85,9% dos pesquisados. Todas as faixas salariais apresentam endividamento que variam entre 56% a 85,9%, e trabalhadores sem parcelas representam 44%, com renda mensal de até 3 salários mínimos

O estudo avalia que praticamente não há diferença entre homens e mulheres no que diz respeito ao planejamento doméstico. Em média, 66,5% dos entrevistados de ambos os sexos afirmam que o fazem periodicamente. Desse universo, 82,2% dos pesquisados têm, como grau de instrução, o ensino médio incompleto. Os que mais têm dificuldades em planejar as despesas domésticas são aqueles que possuem o ensino fundamental incompleto.

No planejamento doméstico com relação à renda mensal, 100% dos entrevistados com rendimentos de mais de 5 salários mínimos afirmam realizá-lo mensalmente, enquanto os que recebem menos de 1 salário mínimo, aqui representados por 42,1% dos pesquisados.

O maior compromisso financeiro dos entrevistados situa-se em financiamento de veículos (84,6% do sexo masculino e 15,4% do sexo feminino). Empréstimos em bancos são mais buscados pelas mulheres, bem como o uso do cartão de crédito, o que representa 53,8% e 55,2% respectivamente.

Do total dos entrevistados do sexo feminino, 100% afirmam utilizar o cheque pré-datado e crédito consignado. Para os de sexo masculino, nenhum dos entrevistados utilizam tais meios.

Com relação às restrições de crédito, não há diferença entre os que percebem mensalmente até 1 salário mínimo e até 5 salários mínimos (50%). Na apuração geral, 55,5% não possuem tal restrição, enquanto 44,5% afirmam estar com restrição aos mecanismos de crédito. Desse total, 43,5% são do sexo masculino e 56,5% do sexo feminino.