Neri assume pagamento atrasado de terceirizados que empresa abandonou

A secretária estadual de Educação, Socorro Neri, evitou o protesto que estava marcado para ser realizado em frente ao prédio da secretaria nessa segunda-feira. A secretária vai repassar os salários atrasados de 270 trabalhadores de uma empresa terceirizada que não conseguiu os documentos para se legalizar. O pagamento dos atrasados será feito diretamente pela Educação direto na conta do trabalhador. Trata-se de uma solução de emergência para não prejudicar os terceirizados. Pelo contrato, esse acerto deveria ser feito pela empresa, mas a secretária decidiu intervir para solucionar a justa reivindicação dos trabalhadores.

Secretária de Educação recebeu representantes de trabalhadores

O anunciou rendeu palmas para Socorro Neri, que aproveitou a ocasião para informar que o estado vai suspender o contrato com a empresa “Maia e Pimentel”. Os 270 trabalhadores, contratados pela empresa para o trabalho de limpeza das escolas estão com 3 meses de salários atrasados. O grupo já fez três manifestos que não surtiram efeitos.

A secretária de Educação explicou que o Estado ainda não repassou os recursos referentes aos últimos 3 meses para a empresa, porque ela não comprovou que pagou os salários de março, e, sem essa prestação de contas, não tem como liberar o repasse seguinte.

Para resolver a situação, a secretaria vai repassar o dinheiro dos salários diretamente para cada trabalhador. “Eles terão que fazer um cadastro na Secretaria de Fazenda para enfim receber o pagamento do mês e os valores em atraso”, explicou.

A secretária Socorro Neri disse que, após cancelar o contrato com a Maia e Pimentel deve ser feita licitação para contratar nova empresa. “Esse ano a empresa já recebeu quase R$ 2 milhões do estado e no dia 13 de julho foram repassados R$ 453 mil, e mesmo assim a empresa não regularizou os salários dos trabalhadores. Não dá para ficar assim”, alertou.

Para quem estava há 3 meses sem o salário a garantia dada pela secretaria de educação de que o dinheiro vai sair foi um alívio, disse Eliana Sabino, uma das terceirizadas. “Muitas famílias estavam passando necessidades, agora ficou melhor”, completou.