Março foi o mês mais letal da pandemia no Acre: 264 mortes

O mês de março, com 264 mortos, foi o mais letal da epidemia da COVID no Acre, desde que o primeiro óbito foi registado em abril de 2020. Aquele mês fechou com 19 vítimas fatais. A primeira onda da COVID mostrou índices crescentes, chegando ao pico no mês de junto de 2020, com 217 óbitos, mostrando forte expansão depois de 129 mortes em maio de 2020 e declínio já em julho, com 166 mortes.

Daí para frente, a curva de mortalidade teve queda acentuada, com 91 vítimas em agosto, 47 em setembro, 24 em outubro e 30 em novembro. A partir de dezembro surgiram os indícios da segunda onda e os óbitos mais que dobraram: 72, mesmo número de janeiro deste 2021, atribuído às festas de final do ano.

A partir daí veio a disparada, com 131 mortes em fevereiro 264 em março. Só na última semana, 59 acreanos perderam a vida por causa da pandemia e cresce o colapso da rede hospitalar pública e privada.

Por problemas na entrega de insumos, a obra que acrescentará mais leitos ao INTO, realizada no antigo prédio do Batalhão de Operações Especiais e que já serviu também como penitenciária será entregue no prazo máximo de 15 dias. Entre os insumos que faltam estão tubos de oxigênio, equipamentos de ponta médicos e geradores. A segunda onda ainda está longe de se estabilizar e começar a decair, restando apenas as medidas duras de isolamento social para conter explosão ainda maior.