Mara Rocha sai do PSDB fazendo acusações e é rebatida e chamada de negacionista

A deputada Mara Rocha escolheu a tática do confronto para deixar o PSDB e manter seu mandato na Câmara Federal. Como a lei da fidelidade partidária impede a troca de legenda fora da janela de um ano antes das eleições, a deputada quer se mostrar perseguida dentro do partido para justificar a saída perante a Justiça Eleitoral. Ela acusa o PSDB de boicotar os tucanos acreanos, alegando uma ação conjunta do governador Gladson Cameli, seu desafeto, junto ao governador de São Paulo, João Dória para atrasar o envio do funcho partidário nas eleições, entre outras acusações.

A tática é quase suicida. Sair atirando contra o partido é o caminho para que o PSDB peça seu mandato, com a cassação por infidelidade e posse do suplente. As alegações da deputada foram refutadas pela direção do PSBD no Acre, assinada pelo presidente da regional, Manoel Pedro de Souza Gomes

Diz a nota do PSDB que, apesar de tratar com naturalidade e respeito a saída da deputada, Lamenta sua postura da deputada, ao se desligar do partido, seja diferente da tomada por seu irmão, Major Rocha, que se desligou do PSDB mantendo uma relação amistosa e reciprocamente cordial.

A nota aponta que “Mara Rocha prefere vir à público fazer declarações inconsistentes a respeito das eleições de 2020, quando, pelo bem da verdade, recebeu da executiva nacional e movimentou discricionariamente um montante bastante significativo de recursos”.

Para a direção regional, “a alegação de que tenha havido tratativas do governador Gladson Cameli com João Dória para que não viessem recursos para o partido em 2020 é fantasiosa e imatura, o que denota um real desconhecimento do processo. Se a deputada procurasse não tão longe de si mesma as respostas para os seus resultados, talvez investiria bem menos tempo para encontrá-las”. A nota termina chamando a deputada de negacionista e ingrata: “seguimos convictos, na busca de construir o projeto de estado e de sociedade em que acreditamos, sempre pautados na democracia, na coletividade, na ética e na verdade, e cada vez mais distantes do individualismo, do negacionismo e da ingratidão”.