Máquinas, máquinas, máquinas!

Da Editoria

O que é a política. Quando o governo comemora e põe para trabalhar mais de 90 máquinas pesadas, que se transformarão em mais de cem depois que os rolos compactadores forem licitados, os políticos descobriram que esse é um filão de votos a ser buscado.

E tome promessas de máquinas. O senador Marcio Bittar anuncia R$ 50 milhões para tratores agrícolas, o senador Petecão incluiu no orçamento R$ 46 milhões para a compra de maquinário para as prefeituras. O prefeito Bocalom também anunciou a compra de patrulhas motorizadas para atuar na zona rural, em ramais produtivos. É tanta máquina que causaria congestionamento em rodovias.

Mas isso não basta. Afora a alegria dos revendedores de tratores, ainda é preciso ver o efeito prático de tanto investimento em equipamentos. A questão produtiva do Estado vai muito além disso. Passa por uma assistência técnica capacitada e eficaz, pelo respeito e estudo do zoneamento agroecológico para adequar ações produtivas às melhores regiões, oferta se financiamento, sementes, insumos de acesso fácil ao produtor, armazenagem e estrutura de escoamento e comercialização, prospecção de mercados, pesquisa de cultivares adaptados, enfim, de planejamento e execução de políticas agropecuárias.

É hora de respostas, não mais de viagens e eventos para conhecer ou debater o que já se sabe. O setor agrícola, a Sepa, devem respostas, que não são centenas de máquinas prometidas ou incorporadas que vão fazer se efetivar.

Ramais abertos de pouco servirão se os moradores dessas localidades não tiverem perspectivas de melhoria de vida. Máquinas só não bastam. São um disfarce político. O Acre exige respostas mais amplas e eficientes para seu futuro.