IBGE aponta que 68,8% dos maiores de dez anos no Acre possuem telefone celular

Em 2019, dos 273 mil de domicílios particulares permanentes do Acre, em 90,6% havia televisão. O rendimento real médio per capita nos domicílios em que havia televisão era de R$ 957. No estado, de 2018 para 2019, houve aumento no número de domicílios com televisão de tela fina (de 178 mil para 204 mil) e retração no de domicílios com televisão de tubo (de 74 mil para 53 mil). O percentual de domicílios com somente televisão de tela fina subiu de 69,0% para 78,8% entre 2018 e 2019, enquanto o daqueles com somente televisão de tubo caiu de 24,8% para 17,5% e daqueles com ambos os tipos de televisão se reduziu de 6,2% para 3,7%. Esses mesmos movimentos ocorreram em todas as Grandes Regiões.

Sinal digital de televisão aberta

Em 2019, havia 235 mil de domicílios com televisão com conversor para receber o sinal digital de televisão aberta, ainda que não o estivesse captando, que compreendiam 94,8% dos domicílios com televisão no Acre. Em 2018, esse percentual estava em 87,3%. Esses mesmos movimentos foram observados em todas as Grandes Regiões.

Antena parabólica

A antena parabólica é um recurso para captar, via satélite, sinal de televisão em áreas que não são plenamente atendidas por meio de antenas terrestres, o que ocorre com mais frequência longe dos grandes centros. Nos domicílios com televisão, em 2019, o percentual dos que tinham recepção por antena parabólica foi de 47,1% para o estado. Em relação a 2018, houve redução(48,7%) do percentual de domicílios com recepção por antena parabólica.

Em 2019, o percentual de domicílios com televisão que tinha recepção por antena parabólica continuou sendo menor na Região Sudeste (17,3%) e maior nas Regiões Nordeste (40,9%) e Norte (38,6%).

Serviço de televisão por assinatura

O serviço de televisão por assinatura dá acesso a um número variado de canais exclusivos, de acordo com o pacote contratado, além de captar o sinal de televisão aberta, inclusive o digital.

Assim, em 2019, 17,3% dos domicílios com televisão no Acre tinha acesso a serviço de televisão por assinatura. Em relação a 2018 o percentual de domicílios com televisão por assinatura reduziu para 17,3%, passando de 52 mil para 43 mil domicílios.

O rendimento real médio per capita nos domicílios acreanos que tinham televisão com acesso a serviço de televisão por assinatura (R$ 1.839) suplantou os rendimentos dos domicílios com televisão sem este tipo de serviço (R$ 758).

Motivo de não haver serviço de televisão por assinatura

Nos domicílios com televisão sem acesso a serviço de televisão por assinatura, em 2019, 55,5% não o adquiriam por considerá-lo caro e 35,4% por não haver interesse pelo serviço. Em conjunto, esses dois motivos mais indicados abrangiam 90,9% dosdomicílios com televisão sem o serviço de televisão por assinatura.

Existência de microcomputador ou tablet no domicílio

Os resultados de 2016(31,1%) a 2019(26,6%) mostraram sentido de declínio, ainda que lento, no número de domicílios em que havia microcomputador no Acre. O tablet é menos comum nos domicílios que o computador. Nos domicílios do estado, de 2018 para 2019, o percentual daqueles em que havia tablet passou 6,0% para 5,3%. O acesso á internet se dá agora mais por smartphone.

Existência de telefone no domicílio

Em 2019, não havia telefone em 10,2% dos domicílios particulares permanentes do Estado (ou 28 mil domicílios), uma redução de 1,6 ponto percentual em relação a 2018. A ausência de telefone manteve-se mais elevada nos domicílios nas Regiões Nordeste (9,0%) e Norte (8,8%), enquanto nas demais não ultrapassou 3,0%. Considerando o tipo de telefone, em 2019, havia telefone fixo convencional em 13,5% dos domicílios do Estado e este percentual apresentou declínio em relação ao de 2018 (14,9%). A parcela dos domicílios que tinham telefone móvel celular aumentou de 87,4% para 88,5% entre 2018 e 2019.

Nos domicílios em que havia telefone fixo convencional o rendimento médio foi de R$ 1 745, enquanto naqueles com telefone móvel celular este rendimento foi de R$ 985. Isso mostra que o celular está substituindo aos poucos o telefone fixo no estado

Utilização da Internet no domicílio

A Internet era utilizada em 71,4% dos domicílios do Acre em 2019, um aumento de 4,6 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2018. No Estado, o rendimento real médio per capita nos domicílios em que havia utilização da Internet (R$ 1 076) foi o dobro do rendimento nos que não utilizavam esta rede (R$ 442). A grande diferença entre esses dois rendimentos foi observada em todas as Grandes Regiões.

Motivo da não utilização da Internet no domicílio

Em 2019, nos 78 mil domicílios do Acre em que não havia utilização da Internet, os três motivos que mais se destacaram representavam, em conjunto 45,4%. Esses três motivos foram: falta de interesse em acessar a Internet (16,0%), serviço de acesso à Internet era caro (11,0%) e nenhum morador sabia usar a Internet (18,4%). O motivo de o serviço de acesso à Internet não estar disponível na área do domicílio abrangeu 47,6% das residências em que não havia utilização da Internet e o motivo de o equipamento eletrônico para acessar a Internet ser caro, 5,4%.

Equipamentos de acesso à Internet no domicílio

Em 2019, no Acre, dentre os equipamentos utilizados para acessar a Internet no domicílio, o uso do telefone móvel celular continuou na vanguarda e já próximo de alcançar a totalidade dos domicílios que acessavam a Internet (99,7%). Em segundo lugar, mas abaixo da metade dos domicílios em que havia acesso à Internet, estava o microcomputador (30,2%), seguido pela televisão (11,7%) e pelo tablet (5,5%).

Entre 2018 e 2019, no Estado, houve redução do uso do microcomputador e do tablet para acessar a Internet (1,0 e 1,6 p.p., respectivamente),ao passo que aumentou em 1,1 p.p. o uso da televisão. O uso do telefone móvel celular para acessar a Internet permaneceu estável no período.

Tipo de conexão à Internet no domicílio

No período de 2016 a 2019, nos domicílios ambos os tipos de conexão por banda larga mostraram gradual sentido de crescimento nos domicílios, sendo que o nível da banda larga móvel (3G ou 4G) manteve-se mais elevado que o da fixa, ainda que a diferença tenha diminuído.

Nos domicílios do Estado em que havia utilização da Internet, o percentual dos que usavam banda larga móvel (3G ou 4G) passou de 88,7% para 95,1% entre 2018 e 2019. Já o percentual dos domicílios que utilizavam a banda larga fixa aumentou de 55,8% para 56,0% neste período.

A análise regional mostrou que, em 2019, nas residências em que havia utilização da Internet, o percentual de domicílios em que a banda larga fixa era usada ficou em 55,0% na Região Norte, situando-se muito abaixo dos resultados alcançados nas demais, que variaram de 77,3% a 81,4%. No que concerne ao percentual dos domicílios em que havia uso da banda larga móvel, o menor foi o da Região Nordeste (63,8%) e o maior, da Região Norte (88,6%).

Pessoas de 10 anos ou mais de idade

A investigação da utilização pessoal da Internet, por qualquer meio e em qualquer local, abrangeu as pessoas de 10 anos ou mais de idade e focou na sua ocorrência pelo menos em algum momento, no período de referência dos últimos três meses, queforam os últimos 90 dias que antecederam a data da entrevista no domicílio.

Em 2019, na população de 725 mil pessoas de 10 anos ou mais de idade do Acre, 68,0% (ou 493 mil) utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses. Este percentual vem crescendo desde 2016, quando 52,9% da população de 10 anos ou mais de idade tinha utilizado a Internet no período de referência, passando para 57,1% em 2017 e 61,9% em 2018.

Em 2019, os resultados desse percentual de pessoas que acessaram a Internet das Regiões Norte (69,2%) e Nordeste (68,6%) permaneceram inferiores aos alcançados nas demais, apesar de o aumento, entre 2018 e 2019, ter sido maior nestas regiões (4,5 e 4,6 p.p., respectivamente).

Em relação ao sexo, no País, 70,5% das mulheres utilizaram a Internet em 2019, um pouco acima do percentual apresentado pelos homens (65,3%).

Por condição de estudante e rede de ensino

Em 2019, o percentual de pessoas que utilizaram a Internet, no período de referência dos últimos três meses, foi de 74,3% no grupo dos estudantes, ao passo que entre não estudantes este percentual foi de 65,8%. Em relação ao ano anterior, houve aumento do uso da Internet nos dois grupos, sobretudo entre não estudantes (6,1 p.p.).

Em 2019, o percentual de pessoas que utilizaram a Internet, no período de referência dos últimos três meses, no grupo etário de 10 a 13 anos foi de 58,4%. Este percentual cresceu sucessivamente nos seguintes grupos etários e alcançou quase 80,0% nos grupos de 20 a 24 anos e 25 a 29 anos, passando depois a declinar até atingir 33,6% no grupo de 60 anos ou mais.

Ainda que venha crescendo em todos os grupos etários, o crescimento foi mais acelerado nas idades mais elevadas, o que pode ter sido propiciado pela evolução nas facilidades para o uso desta tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade. Neste sentido, o aumento do percentual de pessoas que utilizaram a Internet, entre 2018 e 2019, foi maior nos grupos etários de 50 a 59 anos e de 60 anos ou mais de idade (aumento de 9,7 p.p. e 7,5 p.p respectivamente).

Equipamento utilizado para acessar a Internet

Em 2019, na população de 10 anos ou mais de idade que utilizou a Internet, o meio de acesso indicado por maior número de pessoas foi, destacadamente, o telefone móvel celular (99,1%), seguido, em menor medida, pelo microcomputador (46,2%), pela televisão (11,7%) e pelo tablet (4,3%). Bem como observado na parte de domicílio, entre 2018 e 2019, houve aumento do uso da televisão para acessar a Internet (1,4 p.p.) e redução do uso do microcomputador (3,2 p.p.) e do tablet (2,5p.p.).

O percentual de pessoas que acessaram a Internet para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail permaneceu como o mais elevado, ficando em 97,1% em 2019. A segunda finalidade mais frequente foi conversar por chamadas de voz ou vídeo (89,4%), proporção que vem aumentando desde 2016, assim como a proporção de pessoas que utilizaram a Internet para assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (89,3%). Por outro lado, o percentual de pessoas que acessaram a Internet com a finalidade de enviar e receber e-mail (correio eletrônico) vem se reduzindo a cada ano, chegando a 55,9% em 2019.

Motivo da não utilização da Internet

No Acre, em 2019, 32,0% das pessoas de 10 anos ou mais de idade não utilizaram a Internet, no período de referência dos últimos três meses. Para esse contingente, formado por 232 mil pessoas, investigou-se o motivo de não terem acessado a Internet nesse período. Os dois motivos mais apontados por essas pessoas foram não saber usar a Internet e falta de interesse em acessar a Internet, que abrangeram, respectivamente, 31,8% e 20,0%. Os dois motivos seguintes foram de razão econômica e representaram em conjunto, 16,0%. O serviço de acesso à Internet não estava disponível nos locais que as pessoas costumavam frequentar ainda ficou em 30,6%.

O percentual de pessoas que não acessaram a Internet devido ao serviço não estar disponível nos locais que costumavam frequentar continuou destacadamente mais elevado na Região Norte (12,8%) e menor na Região Sudeste (2,0%), variando entre 3,2% e 3,9% nas demais.

Posse de telefone móvel celular para uso pessoal

Em 2019, 513 mil de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Acre tinham telefone móvel celular para uso pessoal, o que correspondia a 70,7% da população desta faixa etária, percentual um pouco maior que o estimado para 2018 (67,2%). Já em relação ao sexo, 82,5% das mulheres e 79,3% dos homens tinham telefone móvel celular para uso pessoal no País.

De 2018 para 2019, na população de 10 anos ou mais de idade que tinha telefone móvel celular

No Acre, em 2019, o percentual de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal em cada grupo etário, teve o seu mínimo no grupo de 10 a 13 anos (32,0%), subiu abruptamente no de 14 a 19 anos (62,6%) e prosseguiu em ascensão, alcançando as maiores participações nos grupos dos adultos jovens de 25 a 39 anos (cerca de 77,7%), passando gradualmente a declinar nos seguintes até o dos adultos de meia-idade de 50 a 59 anos (75,7%) e terminando com queda acentuada no dos idosos de 60 anos ou mais (65,9%).

Entre 2018 e 2019, houve crescimento do percentual de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal em todos os grupos etários, com destaque para aqueles com idade entre 10 e 13 anos (9,8 p.p.) e para os idosos de 60 anos ou mais(1,0% p.p.).

Motivo de não ter telefone móvel celular para uso pessoal

Em 2019, no Acre, 212 mil de pessoas não tinham telefone móvel celular para uso pessoal, que representavam 29,3% da população de 10 anos ou mais de idade. Esse percentual era de 32,7% em 2018. Dentre os motivos alegados para não ter telefone móvel celular para uso pessoal, das pessoas de 10 anos ou mais de idade que não tinham este aparelho, no Estado, no contingente que não tinha telefone móvel celular para uso pessoal, 37,2% alegaram que o aparelho telefônico era caro; 13,0%, falta de interesse em ter telefone móvel celular; 10,1% que não sabiam usar telefone móvel celular; e 15,3% que costumavam usar o telefone móvel celular de outra pessoa. Em cada um dos demais motivos, o percentual alcançou 24,4%.