Fecomércio avalia perfil de população economicamente ativa em Rio Branco

Aproximadamente 39% da população economicamente ativa na capital acreana recebe até dois salários mínimos, e apenas 5%, de seis a 10 salários. A pesquisa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac), realizada entre os últimos dias 29 de agosto e 9 de setembro. A intenção é levantar indicadores de importância para análise de variáveis, sendo este o embasamento do estudo do mercado consumidor.

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Para a pesquisa, foram feitas entrevistas diretas junto a 522 consumidores de Rio Branco, e a finalidade principal era fazer um levantamento de informações pertinentes para analisar o perfil e a situação financeira da população economicamente ocupada, tendo em vista os níveis elevados de inflação e juros, além do desemprego e da própria desconfiança geral em relação às políticas econômicas e fiscais.

Ainda de acordo com o levantamento, aproximadamente 93% dos consumidores economicamente ocupados na capital acreana têm entre 16 e 59 anos, de modo que a maior intensidade dessa população é representada por 55%, com idade entre 16 e 34 anos.  Além disso, 69% confirmam matrículas em cursos universitários, ainda com os estudos em andamento, e apenas 16% possuem uma graduação completa. Mas, ainda segundo a pesquisa, pelo menos 3% da população economicamente ativa possui ensino fundamental incompleto e; 5%, o ensino médio incompleto.

A pesquisa verifica também que 44% da população do mercado de consumo rio-branquense têm até dois dependentes, enquanto outros 26% afirmam não ter nenhuma. Quanto à ocupação do consumidor do mercado local, 42% afirmam trabalhar como empregado com registro em carteira e, 22%, como servidores públicos. Dentre os demais, 16% informam trabalho por contra própria ou emprego sem carteira, além de outras atividades informais.

O estudo também avaliou o controle das finanças domésticas pelo consumidor e, segundo a pesquisa, 77% não controlam as finanças domésticas mesmo do modo simples, com anotações, por exemplo; outros 23%, porém, afirmam ter controle do dinheiro e contam, ainda, com sobras ao final do mês. Mesmo assim, aproximadamente 49% dos empregados pagam as contas em dia, mas não contam com uma reserva e outros 11% usam limites do crédito para o pagamento dos gastos. A pesquisa verificou, ainda, que 4% sempre recorrem a algum tipo de financiamento e; 6%, não recorrem a empréstimos, mas assumem adquirir dívidas.