Defesa civil do município prepara plano emergencial para evitar que moradores fiquem sem receber água tratada

A defesa civil do município prepara um plano emergencial para evitar que 250 mil moradores de Rio Branco fiquem sem receber água tratada em seus lares, caso ocorra um desmoronamento da área onde fica a estação e captação da ETAII, ameaçada por um processo de erosão que já afetou a casa de força, onde ficam os equipamentos elétricos, a bomba que joga água para a estação e tratamento e os tanques de decantação.

A medida vem justamente quando o governo do Estado decreta, pela segunda vez, situação de emergência na estação.
Com o decreto, o governo tenta buscar recursos junto ao governo federal e ao mesmo tempo diminui a burocracia, eliminando, por exemplo, licitações.

A Secretaria de Infraestrutura quer evitar o uso do solo nessa região e deve ficar na área afetada apenas a nova casa de força que está sendo construída e que tem na fundação, estacas de concreto com 20 metros de profundidade.

O governo necessita de R$ 15 milhões para comprar e instalar uma rede de canos que jogue a água captada diretamente na estação de tratamento sem precisar passar pelos tanques de decantação. Seria uma obra emergencial até que uma nova estação fosse construída em um local seguro.

Segundo major Claudio Falcão, coordenador da defesa civil de Rio Branco, a saída nesse momento é colocar uma rede que jogue a água diretamente para a estação de tratamento sem precisar usar a estrutura que hoje se encontra na área em desbarrancamento. “Seria uma obra paliativa. Não dá, nesse momento para construir uma obra definitiva em tempo recordo e sem recursos”, lamentou.

Segundo Falcão, jogando diretamente da captação para o tratamento o custo para limpar a água aumentaria em 16%. Um outro problema, é que a captação cairia em mais de 50%. “Mesmo com todos esses entraves, o Depasa conseguiria de forma precária manter o abastecimento da cidade. É nossa única chance”, explicou.

O deslizamento de terra na área de captação vem desde o ano passado e segundo o coordenador, o barranco se move naturalmente quando acontece a vazante do rio. “Só que nesse ano foi mais grave. A área atingida passa dos 200 metros. Na verdade, o governo deveria, desde o ano passado, ter preparado um plano de retirada dos equipamentos e isolado a região”, completou.

Outra área que passa a ser monitorada pela defesa civil é a cabeceira da terceira ponte, que fica ao lado da estação de captação. São várias as erosões na estrada em uma área que fica menos de 100 metros da ponte. Uma das pistas foi interditada por que a terra rebaixou.

Na lateral da pista foram colocadas pedras para evitar que o desmoronamento chegue a outra margem da pista.

Enquanto não faz a recuperação da área isolada, o solo vai rebaixando e o medo é que o movimento de terra chegue até a cabeceira. Por enquanto não foi registrada nenhuma rachadura e desmoronamento junto a ponte, mas agora ela passa a ser monitorada.