Copa América: Competição no país divide opinião da população acreana

Cezar Negreiros

A possibilidade do Brasil sediar a Copa América, depois que o governo da Argentina comunicou a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) da desistência da competição latino-americana por conta da pandemia, a decisão do governo federal de apoiar a iniciativa divide a opinião da população acreana. Muitos rio-branquenses acharam uma boa ideia, pois contariam com mais opções nos canais esportivos, enquanto outros discordam por conta do risco da antecipação da 3ª onda da pandemia. “Em outra época, o país sediar a Copa América seria uma oportunidade de conhecer os novos jogadores das seleções da América Latina, mas agora temos que nos preocupar com o problema da pandemia, porque não alcançamos uma boa cobertura vacinal”, ponderou o dono da banca do Pelé, Antonio Augusto de Melo, um apaixonado pela Seleção Canarinho.

Segundo ele, existe um grande temor de novas variantes com a chegada das delegações aos estados que sediarão o evento. Destacou que em muitos estados, o estádio de futebol foi transformado em hospital de campanha de tratamento da covid-19. “Apesar de adorar futebol não sou favorável a ideia do Brasil sediar a competição internacional”, comentou.

ara o assessor da Federação do Comércio do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Egídio Garo, O riso de proliferação de uma nova cepa é maior em eventos de grande concentração, o que não deverá ocorrer quando da competição por conta da prática utilizada pela CBF das medidas de biossegurança. Referente a sua última questão, não há otimismo para uma melhoria considerável na economia, tanto dos locais onde ocorrerão os jogos, quando nas demais unidades da federação. “Os ganhos estarão centralizados nas emissoras e nos patrocínios por conta dos contratos com os clubes, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol)”, observou.

Aponta que mesmo que a demanda por televisores seja relevante, a indústria, por conta dos frequentes fechamentos compulsórios, ainda estão sem matéria-prima para a produção, o que diminui sobremaneira a atividade produtiva, permitindo, tão somente, a complementação dos estoques dos estabelecimentos mais próximos de seu polo, associado às facilidades logísticas. Quanto ao turismo, segundo Garo, o segmento foi o que mais resultados negativos apresentou de abril do ano passado até maio deste ano, com uma redução de mais de 40%, tanto na receita de vendas quanto no volume de vendas do segmento.

Com a abertura gradual da atividade econômica, tendem a apresentar uma breve recuperação, contudo ainda distante da necessidade. Acrescenta que a taxa de ocupação, por não haver público nos jogos, deve ser baixa e não atrativa para os estabelecimentos que operam no segmento. “A rede hoteleira atenderá tão somente as comissões desportivas de cada país participante”, revelou.