Com a reforma administrativa , o prefeito Tião Bocalon pretende criar 506 cargos comissionados e mais 52 cargos de natureza militar

Com a reforma administrativa enviada a Câmara de Vereadores, o prefeito Tião Bocalon, pretende criar 506 cargos comissionados e mais 52 cargos em comissão de natureza militar. Com esse incremento de gastos com pessoal, a folha de pagamento da prefeitura sofreria um acréscimo mensal de R$ 2,5 milhões.

O PL que está na procuradoria jurídica da Câmara, prevê ainda a criação de 130 funções gratificadas, atualmente existem apenas 22. As funções gratificadas geralmente são repassadas a servidores de carreira que assumem cargos de chefia. A reforma prevê salários para FG entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00.

Tem muito vereador em silencio e outros que já se posicionaram contrários a reforma.

O presidente da comissão de constituição e justiça, Adailton Cruz, disse que esperava da prefeitura um aporte de investimentos em melhorias da cidade e no salário dos servidores e não a criação de cargos que não vão ajudar em nada a cidade. “A prefeitura tem outras necessidades e que são urgentes como investir em setores essenciais tais como saúde, educação, abastecimento de água e transporte.

As outras mudanças trazidas pela reforma administrativa apenas modificam a nomenclatura de duas secretarias e cria mais uma pasta. A secretaria de zeladoria passaria a se chamar cuidados com a cidade e de agricultura ficaria como agropecuária. Foram criados os cargos de secretários adjuntos, 7 no total e de subchefia de assuntos jurídicos.

Enquanto a mesa diretora se movimenta para uma possível sessão extraordinária para votar a reforma, os sindicatos dos servidores da prefeitura se preparam para uma grande mobilização. A primeira será pressionar os vereadores de Rio Branco a não votarem a reforma administrativa. Segundo José Augusto, presidente da assermurb, precisa olhar primeiro o servidor que a muitos anos vem esperando reajuste salarial.

Os sindicalistas mostram que o último reajuste dos trabalhadores da emurb a empresa municipal de urbanização foi em 2011, do Saerb 2014 e servidores diretos em 2017.

Atualmente tem 2.000 mil servidores que trabalham como auxiliar de creche e o pessoal de apoio nas escolas, tem como teto salarial apenas R$ 969,00. Como o trabalhador não poder receber menos que um salário mínimo a prefeitura precisa fazer a complementação.

Os sindicatos fazem a conta que acreditam que mesmo que o prefeito dê um reajuste salarial nos próximos meses, o percentual será baixo. “Só com os comissionados o gasto será de mais de R$ 30 milhões por ano. Fizemos um cálculo, o aumento do funcionalismo público, de forma linear ficaria em R$ 67 milhões. Só com a reforma, a prefeitura vai gastar quase a metade desse dinheiro”, falou.

Segundo Marcelo Jucá, presidente do sindicato dos urbanitários, foi repassada a informação de que um vereador da base vai apresentar a proposta de reajuste dos salários do prefeito, da vice-prefeita e dos secretários. “Por isso a proposta de salário do Bocalon, não apareceu no PL da reforma, é que vem separado”, alertou.

Os sindicalistas querem que a reforma seja enviada só após o reajuste dos servidores e para conseguir isso, prometem chamar a categoria para fazer manifestações na câmara e na prefeitura.