Cerca de 28 mil consumidores pagam taxa mínima da água

Cezar Negreiros

O Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa) conta com uma clientela na capital acreana estimada em torno de 62 mil residências, mas apenas 34 mil residências têm hidrômetro para mensurar o consumo de água. Cerca de 28 mil consumidores pagam a taxa mínima que varia entre R$ 19,00 (consumo mínimo), mais a taxa do esgoto.

Com um cadastro de aproximadamente 62.736 consumidores rio-branquense, a arrecadação média nos últimos dois anos beirou a casas dos R$1,4 milhões, a chegada da pandemia o faturamento semanal que girava em torno dos R$800 a R$900 mil, caiu nos últimos meses para apenas R$300 mil. “Estimamos que a nossa inadimplência possa chegar aos 45% das faturas emitidas”, prevê o diretor operacional do Depasa, Alan Ferraz.

Como resultado desta equação, a empresa pública emite uma média de consumo estimada em torno dos R$3,8 milhões, mas a receita chega aos cofres da empresa pública chega apenas R$2 mi. Com o agravamento da pandemia acumula um déficit mensal projetado em R1,8 mi, segundo as projeções dos últimos meses.

Para não comprometer o fornecimento de água tratada nos bairros da capital, o governo do Estado teve de desembolsar a quantia de R$6 milhões, para construir às pressas um novo prédio para abrigar a nova subestação de captação de água das bombas flutuantes do Rio Acre. Os engenheiros tiveram de construir sobre estacas de 40 centímetros de diâmetro, fincadas a 21 metros de profundidade, para evitar o deslocamento do barranco da margem esquerda do grande manancial que abastece a cidade.

Medidas

Um muro de arrimo, construído com 54 estacas de concreto, com 51 centímetros de diâmetro, entre 18m e 20m de profundidade, como medida para evitar o processo de desbarrancamento na área de contenção do barranco do Rio Acre, mas as obras executadas foram paliativas. Os engenheiros do Depasa com a Seinfra buscaram uma alternativa de construção de um canal de desvio pra levar a água captada até a estação de tratamento, que fica no bairro da Sobral, pois dos três tanques de decantação da captação, dois se romperam, a captação passou a funcionar com apenas um tanque que era insuficiente para garantir o abastecimento da população rio-branquense.

Assim que a diretoria do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb)assumir o sistema de distribuição de água no próximo dia 1 de outubro deste ano, o primeiro grande desafio é a captação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para construção uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA). As medidas emergenciais foram para evitar um colapso do abastecimento da capital acreana.