Caboclo é afastado da CBF, Coronel Paranaense assume o comando da entidade

Rogério Caboclo vive sérios problemas após denúncia de assédio. Ele também se envolveu em polêmicas no futebol.

A Comissão de Ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afastou Rogério Caboclo da presidência da entidade por 30 dias, em consequência da denúncia de assédio moral e sexual feita contra ele por uma funcionária. O prazo pode ser prorrogado.

O paraense e coronel Antônio Nunes, vice-presidente mais velho do quadro de colaboradores, assumirá o posto e terá como primeira missão tentar apaziguar o clima de insatisfação na seleção por causa da Copa América no País. Os atletas e a comissão técnica não querem participar da disputa e o técnico Tite cogitou pedir demissão.

Há descontentamento. Os patrocinadores da CBF, por exemplo, estão preocupados com as consequências que a acusação de assédio pode ter para a imagem deles. Caboclo cavou seu próprio afastamento. Ele patrocinou a transferência da Copa América para o Brasil sem comunicar ninguém e depois tratar o elenco como meros subordinados na reunião pedida pelos atletas para falar do tema, na sexta, antes do jogo com o Equador. Ele ainda participou da preleção por imposição como se fosse integrante do grupo.

Hoje pela manhã, Nunes se reúne com os outros vice-presidentes e eles tratarão, entre outros temas, da crise na seleção. Uma tentativa será a de contornar a revolta dos jogadores, mas eles permanecem dispostos a não disputar a Copa América e, assim como o técnico Tite, deixarão isso claro após o jogo com o Paraguai.

Caboclo manteve-se até o último momento firme na disposição de realizar a Copa América, defendida também pelo presidente Jair Bolsonaro. No sábado, teria chegado a prometer a Bolsonaro trocar Tite por Renato Gaúcho. Ele considera Tite culpado pelo “motim” dos atletas.

Nos últimos anos, a CBF teve uma sequência de presidentes que tiveram problemas de continuidade em seus mandatos.

Caboclo tomou posse em 2019. Ele já tinha sido diretor financeiro e diretor executivo da CBF. Assumiu tentando mudar a imagem da gestão de seus antecessores. Agora, sob acusação de assédio sexual e moral, ficará afastado. O caso de assédio deve parar na Justiça do Rio. Ainda na esfera esportiva, o afastamento pode ser definitivo e novas eleições seriam feitas.