Bocalom pretende usar recursos próprios da prefeitura no setor de geração de emprego

Cezar Negreiros

O prefeito Tião Bocalom disse que nos últimos seis meses da sua gestão conseguiu fazer uma economia de R$ 224 milhões. Os recursos serão usados na recuperação dos ramais na zona rural, a pavimentação de 30 quilômetros de ruas que serão calçadas com tijolos cerâmicos, mais a construção de cinco creches com capacidade de acolhimento de 300 crianças e a reforma geral das unidades básicas de saúde, com o uso dos recursos próprios.

O que sobrar no caixa do Tesouro Municipal será destinado como contrapartidas dos convênios em fase de negociação, com os ministérios. “Estamos destinando a quantia de R$25 milhões, somente para recuperação dos ramais e 12 milhões para fomento da atividade agrícola”, declarou.

Bocalom destacou que a sua equipe de Planejamento está correndo atrás dos recursos para construção de um viaduto no entroncamento da avenida Ceará, com a estrada Dias Martins. A obra de engenharia no local, busca evitar o problema do engarrafamento nas proximidades da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), com a retomada do ano letivo das universidades privadas que ficam naquela parte da cidade. “Queremos melhorar o tráfego com esta intervenção urbanística”, observou.

O prefeito contou que usou parte dos recursos para contratação das patrulhas mecanizadas destinadas a recuperação dos ramais no assentamento Moreno Maia, Oriente e nas estradas vicinais que ficam ao longo da estrada Transacreana. A meta estipulada é fazer uma raspagem de 2,2 quilômetros de estradas vicinais neste verão, a segunda etapa de jogar piçarra em pelo menos 600 quilômetros de ramais que permita o tráfego de veículo de inverno a verão.

Pretende mecanizar mais de dois mil hectares de terra dos pequenos agricultores que tenham pretensão de retomar o cultivo de grãos nas suas propriedades rurais. Para garantia do estoque da produção agrícola será construindo um silo, um galpão para guardar o calcário usado na correção do solo, outro galpão para guardar as máquinas agrícolas e uma oficina de manutenção das máquinas pesadas que usadas na mecanização agrícola. Além da aquisição de um secador de grãos e uma máquina de beneficiamento de feijão e arroz cultivados nos cinturão verde do município.

Esclarecimento

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa) teve de devolver os recursos dos convênios da época da ex-prefeita Socorro Neri, porque os prazos que tinham sido estipulados não davam para ser cumpridos. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga descredenciou sete equipes do programa de Saúde Bucal, conforme a Portaria nº 1.608/2021, por causa de ausência de registro no Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SC-NES). Questionado pela reportagem do jornal A Tribuna, o prefeito esclareceu que desconhecia os motivos do descredenciamento do convênio com o MS. “Tenho certeza que esse problema não foi da nossa gestão”, finalizou.